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Terça-feira, 10 de Agosto de 2004
O silêncio
Tempestuoso_Nadya Righetti.jpg


Quantas vezes o silêncio
é um turbilhão de palavras,
que se atropelam, se empurram,
se impedem de vir aos lábios...
Quando me vires em silêncio,
olha-me nos olhos
e verás as marés
que fluem e refluem dentro de mim.
Então, dá-me a tua mão
e ajuda-me a chegar à praia.



(imagem:“Tempestuoso”-Nadya Righetti-http://www.sportnautica.com.br/NRighetti.htm)
publicado por DespenteadaMental às 21:29
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Segunda-feira, 9 de Agosto de 2004
Hum!...
Estava a ver que, tal como ontem, não iria conseguir fazer a actualização diária. Não que daí viesse algum mal ao mundo, mas, se está escrito que "Nos Blogs do Sapo pode publicar os seus pensamentos na web instantaneamente, sempre que quiser.", é natural que acreditemos e tentemos concretizar tal afirmação.
Já a minha mãe dizia que o barato (gratuito) sai caro.
Vou "pagando o preço", até ao dia em que decidir pagar o direito de reclamar, com todos os efes e erres. Até lá, deixo ficar, apenas, o meu agá u eme.
publicado por DespenteadaMental às 21:43
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Despeito – que coisa feia!!!
Butterfly dark_foto de Ricardo Monteiro.jpg


Veio lentamente
majestosa e negra.
Imponente,
nos seus mantos de seda,
pousou
no trono-flor que achou
estar à altura
da majestade e estatura
que da Natureza herdou.</p>

Num adejar hesitante,
fez lembrar-me, por um instante,
de alguns dos meus pensamentos.
Não pela sua majestade
nem pela sua envergadura,
pois não me deixa a humildade
elevar-me a tal altura.
Apenas pelos momentos
em que eles me visitam
e, não sei porquê, hesitam
em permanecer em mim.
Serei um chão tão ruim?...
Ou quererão eles um pouso
tão cimeiro que nem ouso
erguer-me do raso chão,
para que algum mais altaneiro
não veja em mim sapateiro
querendo tocar rabecão?...

Seja lá pelo que for
- ou porque não sou flor
ou porque não sei pensar -
a borboleta voou
e o pensamento acabou
ainda antes de o começar.

Será que ela, majestosa,
achou ser insultuosa
a comparação que fiz?
Então, sem delicadeza
pela sua realeza,
vou rebaixar-lhe o nariz:

- Sua voadora lerda,
saiba que a sua soberba
já há uns tempos me farta.
Ora, D. Borboleta,
sua mosca grande e preta,
esquece que já foi lagarta?!...

Bah!!!...



(imagem: "Butterfly dark" - foto de ricardo Monteiro - Álbum da natureza)

publicado por DespenteadaMental às 21:28
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Sábado, 7 de Agosto de 2004
Espanto
naturaleza muerta resucitando_Remedios Varo.jpg


Gosto de tudo o que me causa espanto.
É como ver nascer uma outra realidade
ou ver morrer o que, até aí, era verdade.
Se umas vezes dói, outras nem tanto,
porque o espanto não está na ocorrência,
mas no nível da minha consciência,
que, confrontada com o que desconhecia,
cede ou resiste, mas regista a mais-valia.
Afinal, viver é isto mesmo – sentir
com o corpo e com a alma e assumir
as certezas abaladas pelo espanto,
que ora causa alegria ou dor, encanto ou desencanto,
até ao dia em que nada me espantar
e, só por distracção, eu ainda cá andar.



(imagem:“Naturaleza muerta resucitando”-Remedios Varo-http://www.remediosvaro.biz)
publicado por DespenteadaMental às 21:44
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Sexta-feira, 6 de Agosto de 2004
Visões e interpretações
ilusao de optica.jpg</p>

Uma flor que se beija
- talvez seja a flor, talvez não seja...
Um olhar perdido no horizonte
- longínquo ou logo ali, defronte...
Um rosto inexpressivo
- ausência, disfarce ou um ser cativo...
Uns olhos rasos de água
- alegria intensa, dor do corpo ou mar de mágoa...
Uma folha caída
- arrancada pelo vento ou largada no fim de vida...
Um gesto suspenso
- ira contida, alegria súbita ou clímax de um arco tenso...
Um encolher de ombros
- conformismo, indiferença ou cansaço de tantos desassombros...
Uma mão que desliza
- ternura que se expressa, ternura que se retrai ou visão imprecisa...
Uma boca entreaberta
- palavra de amor, palavra de rancor ou a vontade de um beijo que desperta...
Uma palavra: Fim
- de filme, de livro, de vida... desta ideia que nasceu em mim.



(imagem: “Ilusão de óptica” - http://www.itajaionline.com.br/curiosidades/)

publicado por DespenteadaMental às 18:41
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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2004
Distância
BacklitMtns_FreeStockPhotos com.jpg</p>

Não desanimo com a distância que nos separa,
por muito que exceda o alcance dos teus braços,
se o sentimento que nos anima e nos ampara
estiver acima da geografia e seus percalços.

(imagem: “BacklitMtns” – http://freestockphotos.com/index.html)

publicado por DespenteadaMental às 21:00
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2004
Convergências
Bambu_foto de Ricardo Monteiro.jpg</p>

Quando te encontrar,
não precisarei de sinais
nem de dizer-te: Aqui estou!
Reconhecer-nos-emos entre os demais,
tal como um peregrino,
que apenas sabe o destino
e, embora ignore o trajecto,
pressente quando está perto
e sente quando o alcançou.


(imagem: "Bambu" - foto de Ricardo Monteiro - Álbum da natureza)

publicado por DespenteadaMental às 23:48
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2004
Na despedida
Sunset_foto de Ricardo Monteiro.jpg</p>

Na despedida de mais um dia,
adensam-se as cores,
os aromas e os sabores,
numa concentração de quem porfia
resumir no último momento
as horas do total encantamento
que, quando estamos juntos, se desfia.
E no alongamento das carícias finais,
deixamos, na areia, todos os sinais
- que o mar, nosso cúmplice, vai manter -
gravados a fogo, com o sol que, por enquanto,
nos beija e nos envolve em tanto e tal encanto,
que não há canto algum que o possa descrever.
Num último mergulho em que o mar nos embala
e nos transforma em ágeis bailarinos
de estranhos palcos líquidos, cristalinos,
numa dança de fogo, qual a de Falla,
o sol faz de nós uma sombra chinesa
projectando, no fundo, o contorno e a beleza
do nosso último beijo, que nos sacia e cala.

Na despedida, o sol é fogo, o mar é manto.
Nós somos dois barcos ancorados no encanto.


(imagem: “Sunset” – foto de Ricardo Monteiro – Álbum da natureza)

publicado por DespenteadaMental às 22:41
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2004
em branco
Daisy white_foto de Ricardo Monteiro.jpg</p>


em branco
o espaço de escrita
por preencher
a palavra interdita
por dizer
a noite passada
sem dormir
a página rasgada
por imprimir
o espaço da ideia
por nascer
o vão da teia
por tecer
o futuro sonhado
por cumprir
o lugar ao meu lado
para quem há-de vir
a tela montada
por pintar
a tal caminhada
que me falta andar
o papel que amarfanho
antes de desistir
e a sensação que tenho
de nada sentir.

em branco
mas explícito e aberto
em branco concreto
para quem puder ver
estas pétalas pequenas
um “bouquet” de poemas
para quem souber ler.

(imagem: “Daisy white” – foto de Ricardo Monteiro – Álbum da natureza)

publicado por DespenteadaMental às 21:06
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Domingo, 1 de Agosto de 2004
Criança
Titus crianca-Rembrandt.jpg</p>

Nas tuas mãos um papel
pode ser mil e uma coisas
um soldado sem quartel
um avião que não poisa
uma bala que não mata
uma bola multicor
cavalo sem arreata
que não conhece senhor
um irmão com quem tu brincas
ao apanha, ao pião
um pão quente que tu trincas
como só se trinca o pão
pai que te faz companhia
nos teus sonhos sempre belos
uma mãe quente e macia
e que te afaga os cabelos
tudo quanto a vista alcança
e possas imaginar
e que só uma criança
consegue reinventar.


(imagem: "Titus, criança"-http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/album/rembrandt)

publicado por DespenteadaMental às 23:50
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