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Domingo, 10 de Outubro de 2004
Da impotência à resignação... pois, então!
Entwined_Michael Austin.jpg


Este corpo,
que me calhou assumir
e que me obriga a sentir
coisas que nem sempre entendo...
Esta mente,
que tenta pautar-me a vida
e deixar-me constrangida,
perante o que vou vivendo...
Um dilema,
que ainda hoje me acompanha,
sem que eu vislumbre ou detenha
uma saída aceitável...
É mistério,
com que tenho que viver,
sem ter podido escolher
um outro mais desvendável...
E, agora,
se tento conciliar
ou, sequer, minimizar
a original discrepância,
há quem diga
que é mesmo assim o destino,
traçado por um ser divino
a quem devo observância.
Se é assim,
para quê um corpo com mente,
se bastava, simplesmente,
um pescoço com vaivém
ou, então,
um cérebro mentecapto,
que, perante qualquer acto,
se limitasse ao “amén”?...
Não, senhor!
Tenho corpo e tenho mente,
que vivem, constantemente,
em desacordo total.
Só por isso,
eu não invejo o eterno.
A viver em tal inferno,
eu prefiro ser mortal!



(imagem: “Entwined” - Michael Austin - http://www.art.com/)
publicado por DespenteadaMental às 23:41
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Sábado, 9 de Outubro de 2004
Delírio
La Promesse_Rene Magritte.jpg


Quando o teu desejo se faz ave
e plana, sobre mim, em voo rasante,
eu fico suspensa do instante
em que o vento se faz brisa suave,
para que pouses em mim, suavemente,
me transmitas, das aves, corpo e mente
e nos alcemos da terra limitada
ao céu do nosso amor de tudo ou nada.



(imagem: “La promesse” - Rene Magritte - http://www.art.com/)
publicado por DespenteadaMental às 23:52
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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2004
Das crenças
Spring Rain_Alan Sakhavarz.jpg


Dizem os pescadores
que o mar tem dores*
e as grita em marés súbitas ou erupções de água.
Se as aves falassem,
talvez nos confiassem
que o céu também tem dores e grita em chuva farta a sua mágoa.
Por isso, solidárias, as aves a aceitam e não receiam.
Recolhem-se no seu mundo de penas,
com pena do céu em que volteiam.



(imagem: “Spring Rain” - Alan Sakhavarz - http://www.art.com)


*Há uns anos, assisti, em Sesimbra, a uma maré súbita, breve e estranha (transversal à linha da praia). Ao comentá-la, recebi como resposta, dada com toda a naturalidade: - Ah... isso foi uma dor que o mar teve!...
Limitei-me a dizer que era a resposta que eu menos esperava, mas que, após ouvi-la, não queria mais nenhuma, porque nenhuma outra poderia deliciar-me tanto quanto esta, que me falava da irmandade entre os homens do mar e o mar.




</p>


publicado por DespenteadaMental às 22:43
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2004
Das alianças
Rind_M C Escher.jpg


Quando as ideias se escondem
ou se fingem mortas,
as palavras não respondem
ou vêm tortas,
com duplos sentidos
ou rumos distorcidos.
São aliadas tão antigas
e invencíveis,
que as ideias escondidas
são indizíveis.



(imagem: “Rind” – M. C. Escher - http://www.art.com/)


publicado por DespenteadaMental às 22:22
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2004
Dos rios
Lagrima_A Fernandes.jpg


Há rios naturais,
os de água,
que nascem e correm da nascente até à foz.</p>

Há rios emocionais,
os de mágoa,
que nascem, correm e morrem dentro de nós.
São rios que não esmorecem na corrente
e não morrem na foz, mas na nascente.



(imagem: “Lágrima” – A. Fernandes - http://www.inforarte.com/)

publicado por DespenteadaMental às 22:22
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2004
Opção
Charming Tranquility_Nicky Boehme.jpg


Lançar sonhos ao ar, como balões
que se entregam ao vento confiantes,
alegremente, leves e errantes,
livres de normas e de convenções...</p>

Pousar onde, sem espanto nem questões,
um sonho seja sonho, sem que, antes,
venha a realidade e, por instantes,
queira fundamentar as ilusões...

Se o que há de mais belo em qualquer sonho
é poder existir sem realidade,
sem tempo, sem poderes, sem permissão...

Se nada há mais triste e enfadonho
do que a castrante e vã seriedade...
Então, sede, vós, sérios! Sonhe, eu, em vão!




(imagem: "Charming Tranquility" - Nicky Boehme - http://www.art.com/)

publicado por DespenteadaMental às 19:55
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2004
Metamorfoses
Blue lovers.jpg


Quando, com um beijo, tocas a minha pele,
és como labareda e eu, folha de papel.
Ateias-me o corpo e incendeias-me a alma,
para, depois, seres o rio que tudo acalma.



(imagem: “Blue lovers” – s/ informação de autoria - http://www.art.com/)
publicado por DespenteadaMental às 20:50
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Domingo, 3 de Outubro de 2004
Dos livros e dos homens
Summit_DeRosier.jpg


Dos livros,
mais do que capa ou lombada,
mesmo que a ouro gravada,
é apenas a essência que procuro.
Sem prefácio, sem posfácio. Sem bandeiras!
São as páginas concretas - núcleo duro -,
que, expostas aos meus olhos, são clareiras
abertas no meu espírito obscuro.</p>

Dos homens,
mais do que o corpo ou a pose,
mesmo que em boa dose,
é o ser que os habita que aprofundo.
Sem passado, sem futuro. Só presente!
É naquilo que são hoje - o seu fundo -,
saldo da força e fraqueza de ser gente,
que assento a estrutura do meu mundo.



(imagem: “Summit” – DeRosier - http://www.art.com/)

publicado por DespenteadaMental às 16:33
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Sábado, 2 de Outubro de 2004
Paralelos
salgueiro.jpg


Vai um tronco à deriva na corrrente.
Resto de árvore hirta, silenciosa,
que, a um vento forte ou a mão criminosa,
não resistiu e caiu, tal como gente.</p>

Qualquer entulho, sendo proeminente,
marca-lhe o curso na água alterosa.
Da árvore, antes firme, mas airosa,
resta um náufrago perdido e indigente.

É assim, sejam árvores ou pessoas.
Não basta que sejam rectas, sejam boas,
para enfrentar o vento ou o criminoso.

Quanto melhores são, maior é a cobiça
despertada na mente que se encarniça
em atirá-las p’ra terreno pantanoso.




(imagem: “Salgueiro” em http://www.galeon.com/)

publicado por DespenteadaMental às 22:56
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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004
Silêncio
The Sound of Silence_Mel Curtis.jpg


Bastidor do pensamento,
abrigo da dúvida, esconderijo da revolta,
onde, volta não volta
e ao mesmo tempo,
se encontram,
se unem ou se defrontam.
Impassível, o silêncio vai manter o rito
ou, perturbado, vai desfazer-se em grito.



(imagem: “The Sound of Silence” - Mel Curtis - http://www.art.com/)
publicado por DespenteadaMental às 16:43
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