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Quinta-feira, 8 de Julho de 2004
“Algum dia, em algum lugar”
ao luar.jpg



A noite é um veludo bordado a prata e estrelas.
O jardim, um tapete de musgos, relvas e aromas.
Os amantes, duas flores e não há como detê-las
no desatar dos juncos que as prendem em redomas.</p>

Soltam-se ao brilho e frescor da noite que alicia
à loucura de sentir, na pele, a seda do relvado,
que, surpreendido e cúmplice, se acama, se amacia
no contorno dos corpos, no amor reinventado.

Ao lado, em espera, um generoso vinho e uma só taça,
tão frágil e tão espantada com esta estranha solidão...
Qual dos amantes não bebe?... Ou qual dos amantes passa
o vinho de boca-a-boca ou a taça de mão-em-mão?

O caramanchão, amigo, vigilante e protector,
estendeu os seus braços, qual cúpula celestial,
criando um novo templo e garantindo, em redor,
uma aura de intimidade e de silêncio total.

Veio Baco inebriar, veio Vénus, veio Ares
e, sem disputa de culto, de séquito ou de poder,
abençoaram este enlace de amantes estelares,
que vão fundir seus corpos e, qual Fénix, renascer.

Que este amor possa ser fogo, ser luz, ser água,
possa ser a redenção de todos os desamores
e, sublimando e libertando-os de qualquer mágoa,
faça deles mútuos amantes, mútuos senhores.


(imagem: encontrada na net, sem indicação de autoria)
(som: "Somewhere" - na voz de Matt Monro)

publicado por DespenteadaMental às 11:19
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2 comentários:
De DespenteadaMental a 8 de Julho de 2004 às 18:32
Obrigada, Fernando. Vejo que entendi o alcance do mote e que o interiorizei, desenvolvi e expressei de acordo com o que ele prenunciava. A música também ajudou, dando a envolvência. Vou ratificar você como meu "muso". Aceita?... (sorrindo)... Um beijo e obrigada.
De Fernando a 8 de Julho de 2004 às 15:23
O poema se completou com a música. Demonstraste duplo bom gosto: na escolha das palavras que se fundiram perfeitamente ao mote proposto e na idéia de ter um fundo musical tão lindo e significante. Foi uma grata surpresa a idéia desta deste ajuste perfeito. PARABÉNS em dobro!


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