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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005
Como há pessoas ingratas!
Morais Sarmento.jpg

Na minha volta diária pela blogosfera deparei-me, aqui, com um convite, que não recusei. Meti ‘url’ ao caminho e fui até .

Que emocionada fiquei, ao constatar que, no meio de tanta ‘maçada’, de tanta coisa que não é ‘interessante’ e, mais, com o estado de saúde pouco melhor do que o estado em que nos deixa este (des)governo, o ministro Morais Sarmento ainda se sujeitou a “um programa de mergulho” nas águas da ilha do Príncipe. Certamente, só para não parecer descortês, atitude que, como bem sabemos, não se enquadra na sua gentil maneira de ser. Parece que, apesar de todo o empenho na cortesia, a saúde se recusou a colaborar e, então, o mártir, ops!..., o ministro “interrompeu esse programa por se encontrar «ainda» não totalmente recuperado de uma gripe”.

Perante tudo isto, não é que há por aí algumas almas que se indignaram?!... Vão ao extremo de considerar que isto foi diversão.

É mesmo de quem não faz a mínima ideia do quanto é difícil governar.

Ora, vede se não tenho razão:


“Dificuldade de governar"

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas.

Sem o Ministro da Saúde
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.

Sem o Ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.

E atrever-se-ia a nascer o sol
Sem a autorização do Ditador?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo em outro lugar.

É também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?

Não haveria necessidade de espíritos tão esclarecidos como o Ditador.
Se o operário soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
É só porque todo mundo é tão estúpido
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?




(poema: Bertold Brecht)

(imagem: copiada do “Portugal Diário”) </font>

publicado por DespenteadaMental às 17:08
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8 comentários:
De DespenteadaMental a 11 de Janeiro de 2005 às 00:58
'canzoada', deixe de ser má-língua, menino. O homem já disse que os gastos com as cervejas e os tremoços vão ser pagos do bolso dele. Que coisa!...
De DespenteadaMental a 11 de Janeiro de 2005 às 00:55
António, vamos pensar nisso, a sério. Se este arremedo de PSD perder as eleições, fica já marcada a 1ª reunião - dia 21/02 - em local a decidir, mediante o estrondo da derrota.
De canzoada a 11 de Janeiro de 2005 às 00:07
Mais de 80.000 euros, custou o fim-de-semana desportivo!
De Ant a 11 de Janeiro de 2005 às 00:05

Cara Amiga,
De bom grado aceitaria o cargo e até contribuiria com alguma coisa para que o homem se afastasse da carreira política, onde, penso, já comprovou o chamado Princípio de Peter. Estou convencido de que seria mais feliz no mundo do espectáculo, com o glamour e os holofotes, do que a tratar do Orçamento de Estado...
Faça-lhe chegar a proposta, se puder, e logo veremos...
De DespenteadaMental a 10 de Janeiro de 2005 às 23:35
António, proponho, até, que se crie um fundo de subsistência, a ser financiado, voluntariamente e a fundo perdidíssimo, pelos cidadãos, para que o homem, a partir de 20 de Fevereiro, tenha do que viver, sem fazer nada, porque, calado e quieto, ajuda muito mais.
Se você se propuser como tesoureiro, eu proponho-me, já, como 1ª contribuinte. Assim, pelo menos, sei quanto ele me custa...
De Ant a 10 de Janeiro de 2005 às 22:13
Há muito que não punha a vista neste célebre poema do Brecht, que o Mário Viegas in illo tempore tanto ajudou a divulgar.

As consecutivas trapalhadas deste Governo do PSL ainda conseguem fazer de nós todos revolucionários brechtianos.

Veremos se a criatura regressa aos comentários desportivos, na companhia do seu amigo Pôncio, para assim voltar a ser feliz, deixando de vez as dificuldades e as facadas governativas.
De DespenteadaMental a 10 de Janeiro de 2005 às 20:59
'Pilantra', tenho culpa, se os "hogôgues nos pegseguem"?... Tenho?...
De Pilantra a 10 de Janeiro de 2005 às 19:50
Estou a ver que a Galeria de Horrores é infindável! Mas... Viva o Brecht!
Boa semana também para si!

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