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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2005
Desvantagens de sermos pobrezinhos
Distribution of loaves to the poor_David Vinckboons_Web Gallery of Art.jpg


São várias e qual delas a pior.

Além de comermos “por 3 ou 5 euros” (os que comem) e, pior do que isso, termos de os pagar do nosso esfarrapado bolso, também não vamos à praia nem podemos mergulhar, pelo que qualquer “cacholada” de um ministro em viagem de Estado nos causa alergia, como se uma alforreca nos tocasse.

Segundo a opinião de JPP, isso advém de abrigarmos, em nós, a inveja e o ressentimento social e é a partir desse abrigo que olhamos o mundo e os outros.

Assim sendo, será sempre altamente suspeita qualquer crítica ou qualquer queixa que venhamos a fazer, quando nos sintamos lesados por quem, não sendo pobrezinho, se comporta como tal. Pelo menos, de espírito.

Acontece que eu acho que a nossa maior pobreza (ou será riqueza?) é nunca termos usufruído de qualquer estatuto, ao abrigo do qual e por força do qual fizéssemos despesas a pagar pelo Estado. Essa oportunidade ter-nos-ia dado, garantidamente, alguma elasticidade mental para encarar certas coisas, porque, no exercício da função, assistiríamos à apresentação de algumas contas que nos alargariam os horizontes.

Do mesmo modo que um cirurgião, com a “frieza” que lhe incute o exercício da profissão, corta, mexe e remexe, sem se impressionar, também nós, após ver “cortar, mexer e remexer” no dinheiro dos contribuintes, deixaríamos de nos impressionar com algumas beliscaduras, mesmo quando elas mais se parecem com dentadas de tubarão.
Somos pobrezinhos, mas não nos fechamos a novas mundividências!...

Como não podemos exercitar o desapego, então, além de pobrezinhos, sejamos cegos, surdos e mudos, mas que isso não seja razão para deixarmos de pagar os devidos impostos.
Não abusemos da nossa condição de pobrezinhos!
Já bem bastam os abusos dos que o não são...


(imagem: “Distribution of loaves to the poor" - David Vinckboons - www.wga.hu)

publicado por DespenteadaMental às 18:01
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8 comentários:
De DespenteadaMental a 14 de Janeiro de 2005 às 21:49
'Pilantra', é isso - o JPP votar no PSL - que não entendo. Por muito que ele possa argumentar que está a votar no PSD, continua a ser incoerente. Senão, vejamos: sobre o cartaz do PSD, a que o Cavaco recusou dar a cara, disse o JPP que se Sá Carneiro fosse vivo, a sua fotografia teria saltado de lá mais rapidamente do que a do Cavaco, porque, considera o JPP, entre PSL e o falecido social-democrata, há uma "abissal diferença".
Pelos vistos, não é tão abissal assim, porque ele mantém o voto.
Ora!...
De DespenteadaMental a 14 de Janeiro de 2005 às 19:00
Luís, não tenho acesso à correcção de comentários, mas penso ser dispensável, uma vez que você declarou o lapso, portanto, 'salvou-se' de qualquer crítica.
De DespenteadaMental a 14 de Janeiro de 2005 às 18:57
Luís, não nego as capacidades intelectuais de JPP, mas, talvez por isso mesmo, disponho-me pouco a aceitar as atitudes arrogantes com que pretende amesquinhar os outros, os que não lhe são afectos. Quanto a ser um livre pensador, que ganho traz isso a ele ou ao mundo, se, pensando o que pensa de PSL, vai votar nele?
No que se refere ao caso da viagem, a questão não está, essencialmente, na sacada de dinheiro que foi gasto, mas, sim, no à-vontade com estas criaturas usam e abusam do poder e das facilidades que têm. O sujeitinho até podia ter gasto apenas mil euros, mas a questão do abuso mantinha-se.
E é este tipo de atitudes que eu critico, porque revela uma linha de comportamento, o que me deixa a pensar em outros casos que não vêm ao nosso conhecimento. Por isso, quando vêm, é bom que tomemos posição.
quando falo nas facturs do telefone, aquilo em que penso é na caterva de telefonemas que, pelo que fui lendo, devem ter sido feitos, para que todos "cantassem em coro". Não é o custo do telefone, mas o adestramento de declarações que se pressente.
Abraço.
De Pilantra a 14 de Janeiro de 2005 às 00:34
JPP livre pensador? não acho. Ele pensa pensa pensa e no fim... fica na mesma. Ele é bom, sim, em matéria de argumentação, principalmente a desmontar as incoerências de raciocínio e os preconceitos dos outros. Nisso é bom, sim. Como qualquer aluno aplicado de filosofia o deveria ser. E muitos há que o são. JPP é também um homem culto, que vive disso e para isso. Mas livre pensador? Chegue à conclusão a que chegar, ele vota religiosamente no PSD, ele próprio o diz. Até no caso PSL.
De Lu a 14 de Janeiro de 2005 às 00:16
Uma correcção: vejo que a grafia do "à" surge como "á", façam p.f. a correcção, para que não pensem que há por aqui um senhor a comentar que não satisfeito com o uso banal do idioma ainda o faça com erros!
De Lu a 14 de Janeiro de 2005 às 00:13
Gostei muito de ler o seu texto. Acabei de ver a prosa que refere do JPP e fiquei com vontade de escrever algumas observações. Vejo não ser necessário, já que iria repetir (e mal) o que aqui escreveu. Uma nota apenas: gosto particularmente da clarividência de JPP, considero-o um "livre pensador" o que num país como o nosso é uma riqueza que vale a pena preservar. Como é natural, não concordo com tudo o que diz. No caso do texto em apreço, concordo apenas com o facto de não vir bem nenhum ao mundo se desatarmos a escarafunchar as facturazinhas dos detentores do poder. Agora, isso não impede que não haja censura á falta de senso de alguns governantes. Não podemos apelar constantemente á poupança e ao aumento da produtividade e deixarmo-nos cair na tentação do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". também julgo que JPP perdeu-se na teia do argumento das invejas. A inveja é de facto uma pecha nacional, mas que não se aplica neste caso, muito menos com a história dos que almoçam por 3 ou 5 euros. Ficou-lhe mal, mas não estraga o quadro.
De DespenteadaMental a 13 de Janeiro de 2005 às 22:18
'Pilantra', o Sr. JPP, por vezes, tem uns ataques de arrogância que lhe nublam o raciocínio. Além de pobrezinhos, cegos, surdos e mudos, ainda temos de ser condescendentes. Como é difícil ser pobre, arre diabo!... ;)
De Pilantra a 13 de Janeiro de 2005 às 21:48
Convenhamos que essa do Pacheco Pereira invocar a inveja é de bastante mau gosto! Um dia de mergulho para invejar! É tonto! E que «o Estado» não pagou as despesas dos outros. Pois não, pagaram a RTP e a Galp, que por acaso são do vizinho do lado. O rapaz ainda não entendeu que não são as despesas inerentes às representações que estão em causa mas os excessos gastos nas representações. E o que se deve esconder sob isso. Esta confusão de declarações é mais uma trapalhada muito atrapalhada.

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