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Segunda-feira, 16 de Maio de 2005
Heranças e lembranças
Lisboa - Av da Liberdade.jpg

Embora a legenda deste postal refira a Avenida da Liberdade, concordarão que se trata da Praça dos Restauradores com a referida avenida ao fundo.

Olhando, é caso para dizer: Quem te viu e quem te vê!
Reparem nas coberturas das paragens dos eléctricos - eram transversais aos passeios, em vez de longitudinais, como são hoje.
E as árvores!... A Praça dos Restauradores, após tanta restauração, perdeu esta bordadura a verde. Agora, é tudo mais branco-amarelado. E, assim, a luz de Lisboa vai perdendo beleza, por redução de contraste.
Onde é que andam os arquitectos?!... Nos cemitérios, a idealizar jazigos?... Talvez! Já repararam que não há um jazigo que não tenha inscrito o nome do arquitecto responsável? Quantos edifícios, mesmo em Lisboa, podem gabar-se disso?... Pois!

Voltando à Praça dos Restauradores, a primeira lembrança que guardo dela é composta de várias sensações – espanto, curiosidade e medo. Sim, medo!
Foi num dia próximo do natal.
Os meus pais vieram a Lisboa e trouxeram-me, porque vinha a uma consulta de estomatologia (naquele tempo dizia-se que vinha ao dentista), pois andava sob vigilância. É que, vá lá saber-se o porquê, tinha algo que se parecia com uma raiz de dente bem incrustada no meio do palato. Lembro-me bem dessa “coisa”, porque me incomodava, mas não sei se já nasci com ela ou se veio a revelar-se ao mesmo tempo que os primeiros dentes. Se soube, já esqueci. Não sou rancorosa...
Uns médicos opinavam que a “coisa” deveria ser extraída; outros achavam que seria aconselhável esperar, pois talvez caísse com os chamados dentes de leite. Acabou por ser extraída, porque se mostrava renitente em ir-se embora, mesmo depois de os primeiros dentes se terem retirado de cena, por expiração do prazo de validade.
Sendo a viagem próxima do natal, os meus pais aproveitaram, também, para comprar os presentes para nós. Como eu era muito garota, ainda - teria cerca de 4 anos e, naquele tempo, as crianças com 4 anos eram muito crédulas -, conseguiram comprar tudo sem que eu me apercebesse do tipo de compras, até porque estava interessadíssima em ver tudo o que se passava na rua - as pessoas num vaivém, muitos carros a passar e, sobretudo, os carros eléctricos. Fiquei extasiada com eles – as “casinhas amarelas que andavam em cima de linhas”.
Por conta deste meu interesse, enquanto a minha mãe estava na loja Pinóquio – aquela ao fundo da Praça dos Restauradores, ao lado esquerdo de quem desce – o meu pai ficou comigo, cá fora. Eu estava deliciada (nunca gostei muito de estar dentro de lojas), até que, de repente e vindo sei lá de onde, apareceu um Pai Natal, vestido a rigor, barrigudo e com longas barbas. Se ele pretendia alegrar-me, errou a pontaria. Não gostei nada do encontro, apesar de ser uma criança de fácil convívio, mas aquele saco enorme que ele trazia às costas fez-me pensar no “homem do saco”, aquele que me levaria, se eu não comesse a sopa toda... Argh!...
Mesmo assim, fui fotografada de mão dada com ele. Fiquei com uma cara em que é indisfarçável o meu pouco agrado e o meu muito medo.
Regressada a Mafra, qual a maior novidade que eu levava para contar aos meus irmãos? Nada mais, nada menos do que a descrição das “casinhas amarelas que andavam em cima de linhas”. Qual Pai Natal, qual quê!... Que medo!!!...



(imagem: Este postal faz parte de um conjunto que “herdei” do meu pai. Está identificado como pertencendo à Colecção “DULIA”.)

publicado por DespenteadaMental às 21:24
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22 comentários:
De canzoada a 22 de Julho de 2005 às 18:56
Este pasquim faliu?
De Pilantra a 18 de Julho de 2005 às 21:40
Hu huuuuuu! Nada, nem eco!
De sotavento a 12 de Julho de 2005 às 13:40
Miúda, diz qualquer coisa, 'tá?!... :(
De Ant a 10 de Julho de 2005 às 23:08
Pelos vistos, a vida está a correr de feição...
Já não tens tempo para a Net...
Volto daqui a 15 dias, espero reencontrar-te por aqui...
De Pilantra a 8 de Julho de 2005 às 23:28
De Pilantra a 4 de Julho de 2005 às 21:58
Então? Estou ficando com saudades, ainda acabo a cantar o fado! Beijo!
De jrd a 21 de Junho de 2005 às 00:26
A voragem do tempo. Também eu interrompi, mas espero reencontrá-la aqui, quando regressar.
Um abraço
De mfc a 15 de Junho de 2005 às 19:52
Não desistas... deixas-nos mais sós!
De Pilantra a 13 de Junho de 2005 às 22:15
Hoje o dia não amanheceu bonito. Foi o encerrar de um fim de semana natural, eu sei, mas que me deixa na boca um certo gosto a laranja amarga. Por que é que as férias são curtas para quem as tem e enormes para os outros?
De Pilantra a 12 de Junho de 2005 às 11:56
Pronto, esqueceu-se da gente!

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