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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005
Memória devida, mas inconsequente!
Como foi possível?...
Auschwitz.jpg
Auschwitz


Primeiro levaram os comunistas,
mas Eu não me importei
porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
mas a MIM não me afectou
porque não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
mas EU não me incomodei,
porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres, mas como
EU não sou religioso, também não liguei.

Agora, levaram-me a MIM
e, quando percebi,
já era tarde.

(poema de Brecht)


Como continua a ser possível?...
Darfur.jpg
Darfur


Abrimos a memória como um álbum.
Fechamos o coração em cofre de aço.
Baixamos os braços - ramos secos.
Pousamos as mãos - aves sem asas.



Imagens:
Auschwitz - www.holocaustsurvivors.org
Darfur - www.linkswende.org
publicado por DespenteadaMental às 16:27
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13 comentários:
De DespenteadaMental a 2 de Fevereiro de 2005 às 16:10
'Pilantra', também gosto muito deste poema, sobretudo, porque, mesmo retirado do contexto em que foi escrito, será sempre um aviso contra a estreiteza de vistas e o egoísmo, o "cada um por si".
Abraço.
De Pilantra a 2 de Fevereiro de 2005 às 15:39
Embora desfasada no tempo, não quero deixar de lhe registar aqui um bem haja pela recordação de Brecht! Tenho andado à procura desse poema do Brecht -- que me acompanhou na minha secretária durante uns «bons» anos -- sem conseguir lembrar-me onde ele estava e hoje tive a agradável surpresa de o encontrar ! Mais uma que lhe fico a dever e com que alegria!
De DespenteadaMental a 29 de Janeiro de 2005 às 22:45
'lina', e, pelos vistos, ameaça não ter fim.
De lina a 29 de Janeiro de 2005 às 03:06
tanta tristeza que nao medida..:(((((((((( beijinho bfds*
De DespenteadaMental a 28 de Janeiro de 2005 às 17:57
'123de4', também me custa a entender, pelo que admito que essa afirmação seja uma forma da ex-prisioneira se livrar do confronto com a memória dolorosa do que sofreu... e esta tentativa de fuga eu entendo.
De DespeteadaMental a 28 de Janeiro de 2005 às 17:54
Vítor José, só que, enquanto não nos toca mesmo, vamos fingindo que não existe. Parece que voltámos ao tempo dos instintos primários, os que, sobretudo, visam garantir a sobrevivência.
De DespenteadaMental a 28 de Janeiro de 2005 às 17:51
'casepagam', divergem os métodos, mas não os resultados finais.
De DespenteadaMental a 28 de Janeiro de 2005 às 17:49
'tounalua', e quando não se cerram é porque estão a assobiar para o lado.
De 123de4 a 28 de Janeiro de 2005 às 12:21
Ouvi ontem ou anteontem uma ex-prisioneira a dizer que por ela estava tudo resolvido. Tinha perdoado a todos.Tenho alguma, senão muita, dificuldade em entender..
De vitor jos a 28 de Janeiro de 2005 às 12:14
Brecht não Brench.

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