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Sábado, 5 de Junho de 2004
Monotonia
Vertical trees_foto de Ricardo Monteiro.jpg



Todos os dias, de todos os meses, de todos os anos,

em cada segundo, cada minuto, cada hora,

a rotina impõe-se, sem desvios, sem novidades, sem enganos.

O cansaço, o tédio ou a revolta,

se afloram, esvaem-se em leve açoite da memória,

que logo se amordaça e volta

ao que é, todos os dias, de todos os meses, de todos os anos.


O hábito, esse espartilho, esse embaraço,

feito de gestos já impressos na vontade,

é como grade feita de indiferença e aço,

e, à beira dela, o desejo nasce e morre, mas não arde.




(imagem: Álbum da natureza)
(poema: escrito após leitura de "Sexta-feira à noite" em Rosebud)
publicado por DespenteadaMental às 10:42
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