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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2004
A graciosidade da borboleta
Butterfly_Ricardo Monteiro_Album da natureza.jpg


Com arte de bailarina consagrada
e numa coreografia de ondas e laços,
desenha em largas curvas os compassos,
como quem dança ao som de uma toada
que apenas ela ouve, mas descreve
nos volteios da sua trajectória.
Por fim e numa pausa breve,
ergue as asas, em jeito de vitória.
E parece aguardar a aclamação
que lhe é devida, por tão bela exibição.</p>




(imagem:” Butterfly” – Álbum da natureza - www.albumdanatureza.com.br)

publicado por DespenteadaMental às 21:55
link do post | favorito
De Trist a 25 de Novembro de 2004 às 14:59
Gostei muito do poema, bem conjugado com a imagem.Mudando, muito obrigado pela informação que vc deixou ontem lá no Sarapalha. Era aquilo mesmo. Fui até o sítio indicado por vc e... o que vi lá me levou a apagar o texto de imediato. Mil e uma advertências de proteção dos textos, ameaças, a lei, a ordem, a cadeia etc. etc. etc.
Parece que estamos diante do próprio Criador do Universo. É meu, é meu, é meu, me fazendo lembrar de O Carteiro e o Poeta, quando o Troisi diz para o Noiret que o poema, uma vez publicado, é de todos. As pessoas se esquecem de que sem uma longa tradição, sem milênios de criatividade, elas não poderiam "criar" nada. Na verdade, estão roubando de milhares de outros poetas que nos antecederam e se consideram as proprietárias exclusivas do fruto do roubo... Em arte, tudo se copia, nada se cria... Criador, só o Altíssimo, se o Altíssimo existir. Se não existir, ninguém...
Abraço socialista, anarquista, marxista e, principalmente, proudhonista do Tristão.
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